quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O que Tem na Sua Playlist? Uma Interação







Inspirada por um comentário de paulo Bratz a um de meus posts, que fala sobre um aparelho de som que comprei na Black Friday, decidi escrever esta pequena crônica. 

Me diz aí: o que tem na sua playlist? Como você ouve música hoje em dia?

Bem, ainda tenho meus velhos bolachões, que ouço com certa frequência. Guardo-os desde os tempos de adolescente, quando comecei a colecioná-los, e ali tem de tudo: Supertramp, Queen, temas de novelas, coletâneas românticas, Rock pesado, Rod Stewart, Taiguara, Barbra Streisand, clássicos, enfim, uma verdadeira parafernália de estilos. O mesmo eu posso dizer sobre meus CDs, que eu também escuto frequentemente, e tenho uma coleção maior ainda deles. 

Tenho também alguns pendrives totalmente ecléticos - a maioria das músicas eu baixei no 4shared, que era um site que disponibilizava para baixar grátis, e que hoje está bem diferente e cheio de vírus, infelizmente. Devo ter mais de dois mil títulos daquele site. Bons tempos...

Também tenho minhas playlists no Spotify, pois não sou boba nem nada e gosto de acompanhar a evolução. Ali, escuto de tudo, desde as músicas antigas que adoro - lá encontro todas elas - até as mais modernas, que gosto de preparar para usar nas minhas aulas de inglês com os meus alunos. O que ouço por lá? Principalmente, Ed Sheeran, por quem tenho paixão, Scorpions, o velho Rick Wakeman (lembram?), Queen, Beatles, Diana Krall, Frank Sinatra, Tony Bennett, P.O.D, James Blunt, Tom Odel, que foi uma feliz descoberta (o álbum "Piano" é sensacional), 20 Seconds to Mars, Lukas Graham (absolutamente inspirador, põe qualquer um 'pra cima'), Michael Bublé, Damien Rice, The Lumineers, Keane, Metalica, Lana Del Rey (adoro), Cake (anos 80, mas excelente), músicas dos anos 60, 70, 80 e 90, e pouquíssima MPB, que fica restrita a algumas canções da bossa nova e alguns poucos cantores selecionados, nenhum deles da atualidade. 

Mas fico aguardando as respostas de vocês às perguntas acima:

-Como você ouve música hoje?


- O que tem na sua playlist?


-Qual a sua canção preferida, e por que?







terça-feira, 12 de dezembro de 2017

IDADE







UMA BRINCADEIRA - MAS UMA BRINCADEIRA SÉRIA!



IDADE


A idade  tocou-me no ombro, 
Perguntando: “Quem é você?”
Tentei fingir que não vi,
Mas ela me segue por aí,
Todo dia, desde então.

Senta-se comigo na sala,
À noite, em frente à TV,
E se a olho, me pergunta
De novo: “Quem é você?”

Bocejo, estico meus membros
Que estalam, sem querer
Diante do espelho, eu me penso,
Pergunto-me: “Quem é você?”

Debaixo da pele, ainda dorme
Um pouco da juventude,
Que desperta, brevemente, 
Se sorrio, de repente...

A idade me segue em silêncio,
E aos poucos, se apoia em meus ombros,
Faz pesar o meu andar,
Faz doer os meus joelhos...

-Quem falou em “Melhor idade”,
Não sabia o que estava dizendo.



PS: se você estiver me seguindo e eu não estiver seguindo você, favor puxar minha orelha. É a idade.






segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Conformismo










“Não É bem o que eu imaginava, ou o que me prometeram, mas está bom.”
Quantas e quantas vezes nos pegamos pronunciando frases com conteúdos parecidos ao longo de nossas vidas?  

Alguém se ergue e diz: “Não, não está bom, é muito menos do que merecemos e do que nos prometeram!”  Sob as pedradas dos conformados, essas vozes são criticadas, pisoteadas e esquecidas. Afinal, nós somos os “reclamões,” os que só apontam e nada fazem. Nós somos aqueles que são chamados de ingratos, detalhistas, infelizes, críticos. Porque “se não está como foi prometido,” clamam os conformados, “pelo menos, alguém fez alguma coisa.” 

 Alguém que foi pago para ter feito bem melhor, e que ocupa um cargo que lhe dá poder para tal.
Nos esquecemos de que pagamos impostos para que as coisas sejam bem feitas. Nos esquecemos de que, ao reagirmos de forma tão complacente a cada coisa que nos empurram pela garganta, e ainda por cima, agradecendo pelo mínimo possível, estamos incentivando esse tipo de desserviço. Vivemos em um belo país, com um clima maravilhoso, riquezas inúmeras, potencial imensurável, e mesmo assim, nada parece sair do lugar. 

Porque não somos patriotas. Nós nos contentamos com menos, somos um povo conformado e simplório. É como se nos sentássemos à mesa de um restaurante caro – por cuja refeição pagamos uma alta conta – e aceitássemos contentes um prato que além de não ter sido o que escolhemos,  tem um péssimo sabor. 

Nós não valorizamos o lugar onde vivemos. Nós não nos valorizamos.

Andamos hipnotizados por entre luzes que pouco ou nada iluminam, e deixamos que nossas retinas sejam contaminadas por essa luz de brilho falso, tornando-nos cegos para todo o resto. 

Mas está tudo bem: pelo menos, alguém fez alguma coisa. Mesmo que tenha sido bem menos do que nos prometeram, e muito menos ainda do que o que merecemos. 

Comamos a nossa lauta refeição estragada, sem nos esquecermos de agradecer efusivamente por ela. 





sábado, 9 de dezembro de 2017

Cibernética













A tela devora os olhos,
Devora o tempo,
Devora a vida.

Imagens planas
Substituem
Imagens tridimensionais.

E tudo passa,
Diante dos olhos,
E não se prende
Na memória....

A vida
(Ou o que ela deveria ter sido)
Vai-se embora
No trem do Nunca Mais.






segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Sobre Taís e Titi








Há pouco tempo, li nas redes sociais declarações sobre a atriz Taís Araújo, que recentemente deu uma palestra sobre racismo na TED. Fui pega pela armadilha dos que afirmavam que a atriz teria dito que as pessoas atravessam a rua quando veem o filho dela na calçada. É claro que achei tal afirmação um absurdo, já que o que realmente existe no Brasil não é preconceito de cor, mas de classe social. Porém, a história não foi bem assim: na verdade, o que ela afirmou foi descontextualizado. Ela disse que não gostaria que, no futuro, as pessoas mudassem de calçada quando vissem o seu filho.
Sinal de que o racismo é grande no Brasil? Bem, não posso dizer que ele não exista; mas penso que a atriz foi vítima não de racismo, mas de calúnia – o grande mal do século que pulula nas redes sociais. 


Quanto a Titi – filha de atores famosos – uma pretensa socialite que vive fora do Brasil gravou um vídeo dizendo coisas sobre a criança que nem valem a pena serem repetidas aqui. Mas estranhei muito o fato desta socialite parecer ser, ela mesma, de origem negra, apesar das aparentes operações plásticas que afinaram seu nariz e de sua síndrome de Michael Jackson, e também estranhei o fato de que a tal mulher nem sequer sabe falar corretamente, cometendo muitos erros de português. Socialite semianalfabeta? Para mim, ela parece uma pessoa ‘montada’, falsa, criada por alguma fábrica de celebridades de terceira classe para um fim definido. Fiquei pensando que uma pessoa normal, nos dias de hoje, não faria tais afirmações racistas em uma rede social se tivesse um pouquinho de bom senso, o que me leva a desconfiar de que ela seja apenas louca – se não estiver sendo paga para fazer tais coisas.


Apesar do racismo ser real não só no Brasil como no mundo, existem exageros da parte dos negros, assim como existem exageros da parte de feministas quanto a suas causas. Vivemos em uma época de exageros, calúnias e hipocrisias. Vivemos em um país onde as pessoas atravessam a rua ao verem um negro se aproximando, mas isso só acontece se ele estiver sujo ou humildemente vestido; caso esteja usando um terno elegante ou roupas de marca, isso não acontece. E tais preconceitos ocorrem em todos lados: dos brancos contra os negros, dos negros contra os brancos, dos brancos contra os brancos e dos negros contra os negros.


Por isso, acho que o racismo é um problema, mas não o maior deles. Os maiores problemas são a hipocrisia, a calúnia, a vitimização, o preconceito de classe e a intolerância geral.








Texto publicado no Recanto das Letras. 


Comentário sobre o comentário de um amigo do recanto, que é negro:



O comentário dele:


O Deputado Federal Jair Bolsonaro fala que o Brasil deve ser um todo. Ele não aceita grupos chamados de minorias, acredita que tudo é Brasil. Na percepção de um Presidente da Republica, em minha opinião, ele esta totalmente correto, entretanto um indivíduo caminha pela realidade social enfrentando o pior dos inimigos: o seu próprio e o outro eu. Como exemplo posso dizer que na década de 70, quando olhei no espelho e me vi como negro, foi quando uma pessoa me falou que o seu pai tinha lhe recomendado que se afastasse de negros, pois todos tinham vindo da favela e que eram má influencia. Má influencia realmente esta por ai, com vendedores de drogas, cafetões, recrutadores para a criminalidade e muitas outras formas de educação para o mau. Bem, naquele momento percebi que eu tinha algo de errado para o mundo, afinal eu era um negro. Divorciado, ali por volta de 2000, minha ex me perguntou o que faria com um problema de meu filho. Ele estava com seis anos e fora colocado em isolamento pela professora, definitivamente ela associou com Discriminação e o garoto se sentiu isolado e teve a percepção que tinha algo errado em ser mulato, eu falei para ela que era apenas o começo. Um indivíduo com poder pode perturbar na criação de uma criança. Garanto a você que a minha personalidade e autoestima foi perturbada assim como a do meu filho. Esta realidade não é falada. Nem mesmo de pessoas brancas, muito pobres que até esmolam e falam que pelo menos são brancas. Este conhecimento não chega a pessoas boas, Brancas de boa índole. Mas chega todos os dias, sem faltar um dia, para pessoas negras. É o nosso conhecido inconsciente coletivo. Fazer o que? Mas é certo que a pessoa sendo branca, amarela, negra e etc não determina o seu caráter.Belo texto para se comentar ... Grato.


O meu:


Antonio, compreendi seu comentário e concordo com você, o preconceito existe sim - e eu não me atreveria a negar este fato. Porém, embora eu ache que as pessoas que praticam o preconceito não deveriam fazê-lo e que deveriam ser punidas por isso, penso que quem o sofre tem o direito de se defender como acha que deve - se for realmente um caso de preconceito, porque muitas vezes, nem é - e seguir em frente, sendo feliz.|O problema, é seguir em frente e ser feliz. A gente absorve demais o que dizem de ruim a nosso respeito, e não deveria ser assim. Por que eu disse "Às vezes não é preconceito?" Porque hoje em dia, se eu disser que não gosto de um determinado cantor ou ator negro, corro o risco de ser acusada de preconceituosa, mesmo me referindo à obra, e não ao autor. Existe muito mimimi sim. E mais mimimi do que preconceito. A Taís, por exemplo, é rica, famosa, linda, bem sucedida e jovem. Não acredito que ela sofra preconceito - pode ser até que alguém se refira a ela de maneira depreciativa por inveja ou despeito, mas não por preconceito. Eu sou branca, e já passei por coisas terríveis com bullying e preconceito de classe, e olha que eu era bonita! Mas não era rica. Este era o ponto principal. O marido da Taís, para mim, é um homem feio; não por ele ser negro, mas porque eu olho para ele e acho-o, segundo meus padrões de beleza, um cara feio pra caramba. E as mulheres todas acham-no lindo. Porque ele é negro? Não; porque ele é rico. Eu achava o Michael Jackson lindo, mas quando ele começou a fazer tratamentos e plásticas para ficar branco, tornou-se uma aberração. E ele nem precisava daquilo, pois tinha talento! Era um preconceito que vinha dele contra si mesmo. Ele nunca aceitou a própria cor. Lamento profundamente que exista preconceito, mas existem outras formas de lidar com ele a não ser vitimizar-se e expor uma criança pequena em rede social para se promover. Que eles acionassem a justiça, mas poderia tê-lo feito sem expor ainda mais a menina.




"WHY DON'T WE?"

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Qual a Estrela Guia do Meu Natal?


Uma participação natalina, a convite de Rosélia Bezerra - Grata pelo convite, Rosélia!



Esta pergunta me fez pensar: qual a estrela guia do meu natal? Bem, os anos têm sido difíceis para todos nós, não apenas devido à crise financeira e o desemprego, Mas também porque parece que paira uma energia estranha no ar. E nós (eu inclusive) sem querer, acabamos ajudando a propagar esta energia quando partilhamos negatividade nas redes sociais. 

Minha estrela guia é um pensamento, uma ideia que me ocorreu ontem, enquanto eu limpava a minha casa e pensava na vida. Espero que eu consiga levá-la adiante em 2018! 

Lá vai:








SE

Se você é contra o ódio, fale de amor;
Se você se sente inseguro, fale de algo que seja edificante;
Se você abomina a confusão, expresse a harmonia;
Se você teme a guerra, espalhe a paz aonde quer que você vá;
Se você abomina a inveja, alegre-se pelas vitórias alheias ao invés de invejá-las secretamente;
Se você teme a solidão, olhe sua alma no espelho e tente se conhecer melhor.
Se você não quer a discórdia, seja mais tolerante;
Se você não vê a beleza à sua volta, tente criá-la;
Se você é contra a corrupção, seja íntegro em todos os setores da sua vida;
Se você não gosta da traição, seja sincero e fiel;
Se você é contra o preconceito, respeite quem você achar diferente de você;
Se você não se sente apreciado, examine suas ações;
Se você deseja mudanças positivas em sua vida, pare de procrastinar;
Se você quer progredir espiritualmente, não condene o caminho do outro;
Se você deseja um futuro melhor para o seu país, pare de pensar egoisticamente;
Se você odeia a desonestidade, pergunte-se: "Sou 100% honesto?"
Se você quer se sentir leve, desapegue-se do passado;
Se você quer caminhar com fluência, não carregue ódios e ressentimentos;
Se você teme a violência, não a incentive através de suas palavras nas redes sociais;
Se se sente incompreendido, tenha você mesmo mais empatia;

Se sua vida não está boa, pare de culpar os outros.

Enfim, como alguém já disse,

"SEJA A MUDANÇA QUE VOCÊ DESEJA VER NO MUNDO."

Esta será a minha estrela guia neste Natal.










terça-feira, 28 de novembro de 2017

Foi Sempre Assim?









Será que eu me perdi
Bem no meio dessa cidade?
Onde foi para o meu par
De Óculos da Felicidade?

Essa paisagem multicor
Cegante, psicodélica,
Esteve mesmo sempre aqui,
No seio dessa terra bélica?

Acho que perdi o senso,
Pois sou a equivocada
No meio de gente tão certa...
Não sei se deixei fechada
A porta que estava aberta
Ou se abri, enganada,
A porta que esteve errada.

Me olho, e não reconheço
Os rostos por trás do espelho,
Que, de dedos esticados,
Apontam para os meus erros.
E a multidão anestesiada
Me faz perguntar, enfim,
Se sou eu quem estou errada...
-Será que foi sempre assim?






O que Tem na Sua Playlist? Uma Interação

Inspirada por um comentário de paulo Bratz a um de meus posts, que fala sobre um aparelho de som que comprei na Black Friday,...