terça-feira, 31 de maio de 2016

DIGITAIS DA ALMA - Resenha







DIGITAIS DA ALMA
AUTORA: LUCY MARA MANSANARIS
119 PÁGINAS
EDITORA SUCESSO – SP
 ANO 2015





“O poeta é como o príncipe das nuvens. As suas asas de gigante não o deixam caminhar.”
Charles Baudelaire



Publicar um livro – especialmente, um livro de poemas – em um país onde as pessoas em geral não gostam de ler (segundo o Ministério da Cultura, o número de livros per capita no país é de 1,7 ao ano), é uma grande vitória. É preciso investimento próprio, muitas vezes, e Lucy Mara teve esta coragem e este empenho.

Nestes tempos truculentos em que vivemos, falar de poesia é como encontrar um caminho para algo mais suave. As energias estão pesadas, e as pessoas, descrentes e sem esperanças. É preciso procurar um pouco de delicadeza e sensibilidade no viver, e acrescentar pitadas de beleza no dia a dia. Através das artes, como a poesia, é possível encontrar um caminho que nos leve diretamente ao nosso centro, ao nosso tão negligenciado – e essencial – silêncio.

Ao ler um poema, abrimos uma janela para dentro da alma do autor. Alguns poemas nos falam bem perto do coração, e nos identificamos com eles. Assim são os poemas do livro de Lucy Mara Mansanaris, Digitais da Alma. Ela nos traz esta delicadeza, usando as digitais de sua alma para tocar o coração do leitor.

Gosto de ler um livro de poemas da seguinte forma: aleatoriamente. Simplesmente abro uma página ao acaso, e deixo que a poesia me fale. Como neste momento; abro o livro e leio:




Do Clarear

“É quando busco alguma paz
que te encontro.

E quando penso que não dá mais
reinventas-te, dentro dessa tua doce rotina
de sempre me querer bem.”

E até mesmo nos momentos de tristeza, a autora consegue transformar tudo na mais delicada tessitura de palavras:

Doente

"Ai... Como me dói a vida!
Doem-me as feridas do viver
dói-me profundamente ser!

Aquele plano de felicidade
mais parece mágoa antiga
Deus, quanta morte há na vida?"


Digitais da Alma é um livro para ler e guardar, e reler várias vezes, sempre que estivermos precisando resgatar momentos de doçura, leveza e introspecção. Como escreveu Clarice Lispector, “A palavra é meu domínio sobre o mundo.” A poesia torna-se mais que necessária nos dias de hoje, em que a maioria das palavras ditas são de rancor.

Lucy Mara mantém um blog – http://digitaisdaalma.blogspot.com.br/








Querer











Entre o querer de Deus e o dos homens, pode haver longas distâncias. Faltam silêncios para encurtá-las.


Ana Bailune






sábado, 28 de maio de 2016

MULHERES MACHISTAS







Eu creio que o estupro seja uma das formas mais vis de violação da alma. Ele vai muito além da violação do corpo. Pode tornar-se um trauma que será carregado durante uma vida toda, transformando-se em sérios problemas psicológicos e pesadelos recorrentes. Eu penso que, se fosse possível obter uma fotografia da alma de alguém que foi estuprado – digo ‘alguém’ referindo-me também ao sexo masculino, pois todo mundo sabe que os homens também sofrem estupros – seria possível visualizar uma espécie de buraco escuro, fumegante nas bordas, bem no meio da alma do estuprado. E se olhássemos dentro da alma do estuprador, talvez descobríssemos que já quase não lhe resta uma alma. Uma pessoa que comete tal abuso não é dona de si, não pertence a si mesma: é dominada pelas forças do mal que se harmonizam com ela. Toda forma de estupro é mais que condenável, e deveria ser exemplarmente punida. 

Ontem, assistido à Globo News, não me surpreendeu o fato de ficar sabendo que a maioria dos estupros acontecem dentro da própria casa da vítima, perpetrado por alguém que ela não apenas conhece, mas em quem aprendeu a confiar. Muitas vezes, quando a vítima relata o calvário pelo qual está passando, a mãe – a própria mãe – manda que se cale, ou por não acreditar que possa ser verdade ou por não querer abrir mão do relacionamento, que proporciona-lhe um pouco mais de segurança financeira ou outro tipo do que ela considere vantagem pessoal. A vítima ainda é ameaçada de ser expulsa de casa, ou então a culpa é jogada sobre ela, enquanto o algoz é inocentado de qualquer responsabilidade. Este é um tipo de machismo feminino.

Após o caso da adolescente que sofreu estupro coletivo, muita indignação em forma de protestos tomou conta das ruas e das redes sociais, o que acho mais que necessário, pois coisas assim não deveriam acontecer jamais. Mas o fato, é que elas acontecem, e provavelmente, continuarão acontecendo. Ainda falta muito para que o nosso mundo, a nossa sociedade, possa ser considerado um lugar seguro e civilizado. 

Entre comentários e textos que me chamaram a atenção ontem, ao assistir o jornal da Globo News, havia alguns que ressaltavam o fato de que uma mulher pode usar o que bem entender aonde ela estiver. Eu não concordo com isso, mesmo que eu pense que deveria ser assim, pois a realidade em que vivemos não é esta. Uma adolescente vestindo uma saia curta e uma blusa justa e decotada, saltos altos e maquiagem pesada, vai a um baile funk em uma favela, e dança a noite toda rebolando até o chão com um total estranho. Bebe, usa drogas, comporta-se de maneira vulgar e acha que nada de ruim poderá acontecer a ela, pois ela não merece ser estuprada. 

Só que não. 

Algumas das pessoas que estão ali podem não pensar da mesma forma, e se eu tivesse uma filha, diria isto a ela. Jamais, em pleno uso da razão, eu deixaria que minha filha adolescente acreditasse que ela poderia vestir-se de qualquer forma e frequentar qualquer lugar; jamais eu diria a ela que, se seduzisse um homem e, após estar nua na cama dele, poderia dizer “não” sem correr riscos de ser estuprada, e que caso isto acontecesse, ela era uma vítima sem culpa nenhuma. Eu a aconselharia a jamais fazer tal coisa. Eu tentaria protege-la de uma sociedade machista, que não funciona da forma que eu gostaria, e sim da forma como ela é.

Daí, surge um outro tipo de machismo feminista: quem cria e educa os machistas e estupradores? Quem diz coisas como “Prenda suas cabritas, pois meu bode está solto?” Quem faz a menina lavar a louça do jantar enquanto o menino assiste futebol na sala com o pai? Quem se coloca contra as noras, defendendo o filhinho querido destas, como se elas fossem criaturas perigosas, vulgares e aproveitadoras, que só querem seduzir e dominar seus pimpolhos masculinos? Quem, ao encontrar uma amiga que não vê há algum tempo, murmura maldosamente: “Nossa, como ela envelheceu!” 

E ainda, quem desrespeita o relacionamento alheio, jogando-se de forma compulsiva e vulgar em cima de um homem que está acompanhado por outra mulher durante uma festa, ou insinua-se de todas as formas para um homem comprometido sem o menor respeito pela outra mulher que está com ele? Quem, senão outra mulher? 

É louvável que as mulheres lutem para conquistar seu espaço na sociedade, mas também é importante que antes elas matem o comportamento machista que existe dentro delas mesmas. As mulheres não respeitam umas às outras. As mulheres, muitas vezes, competem contra as outras mulheres, tentando humilhá-las e rebaixá-las. Raramente eu vejo esse tipo de comportamento entre os homens. 

De nada adianta fingir que o mundo é como a gente quer; ele é como é, e toda mudança real acontece devagar, e pode levar gerações para se estabelecer. Mas a maior das verdades, é que nenhuma mudança duradoura acontece de fora para dentro, e sim de dentro para fora. De nada adianta gritar e protestar se continuamos a nos comportar da mesma maneira. 

E as perguntas que geralmente são feitas às pessoas que são estupradas, e que sempre são condenadas sem a menor reflexão, deveriam ser levadas mais em consideração, tanto pelas vítimas quanto por seus responsáveis: 

-O que você estava vestindo?
-O que uma adolescente estava fazendo tarde da noite em uma rua escura?
-Quem são seus amigos?
-Você estava bêbada ou drogada?
-Onde está seu filho (a) até esta hora da noite? E com quem? Fazendo o quê? 

Estas perguntas não tem por intenção condenar a vítima, mas leva-la à reflexão, para que tais coisas não voltem a acontecer. O nosso comportamento pode sim, muitas vezes, influenciar naquilo que nos acontece. A nossa postura diante da vida e das outras pessoas pode nos colocar em dificuldades ou nos tirar delas, e deixar uma menina acreditar que ela pode frequentar os lugares que quiser, andar mal acompanhada e vestir o que bem entender, é mentir para ela e colocá-la em uma situação de alto risco. Nem todos os homens são cavalheiros, mas uma mulher não precisa se vestir e se comportar de maneira vulgar para provar que é liberada.






terça-feira, 24 de maio de 2016

A Resposta







A resposta, é que eu fiquei
Quando tudo  mais passou.

Aquela voz derreteu,
 Desapareceu no chão
Para nunca mais voltar.

As correntes que prendiam
Os dementes tornolezos
Seguram só esqueletos
Que nunca, nada dirão...







Palavras & Silêncios









Palavras embebidas em silêncios;
Descansam os ouvidos,
Apuram-se os sentidos.
Cobertas de névoa, elas dormem,
Brancas e frias,
Aguardam um novo caminho.

As corolas das flores
Perderam os perfumes.
As sementes das árvores
Cansaram-se de tanto cair
Em um solo infértil.
A chuva goteja dos telhados
Mas seca, antes do chão,
Em pleno desconsolo.

Nada mais vale a pena
De um sorriso,
De uma palavra,
De uma lágrima,
De um olhar.





Quem Mora Naquelas Casas?






Enquanto caminho, passo por casarões antigos. As portas estão sempre fechadas, as janelas cerradas - parece que há muito tempo - e apenas os caseiros circulam por ali . Nos jardins, vemos criações de galinhas, carros já bem velhos que pertencem às pessoas que trabalham ali, o gramado alto e mal-cuidado, varais cheios de roupas e a casa se deteriorando cada vez mais, aos cuidados de quem definitivamente não faz o seu trabalho, e tem certeza de que sua displicência não será fiscalizada. Dá uma pena enorme, ver estes casarões antigos quase abandonados! Ao passar por eles, surgiu-me um poema:


QUEM MORA NAQUELAS CASAS?


Passando pela calçada,
As casas enfileiradas
De paredes descascadas
Me fizeram perguntar:
Quem mora naquelas casas,
Por trás de tantas fachadas,
E de portas bem fechadas
Onde o sol veio brincar?

O vento assovia mantras
Por entre as venezianas
E as gretas das vidraças:
Quem veio escutar o som,
Diapasão do passado,
As notas dessa canção
Que a vida veio tocar?

Quintais de terra e cimento,
Velocípedes virados,
Brinquedos velhos, quebrados,
E ninguém mais quis brincar...
Margaridas, beijos, rosas,
Balanços abandonados,
Padrões no chão desenhados,
Nas sacadas, dormem gatos.

Quem mora naquelas casas,
Serão os anjos sem asas
Que nunca mais vão voar?
Ou serão só os fantasmas,
Grudados sobre as paredes
Balançando com as redes
De franjas arrebentadas
Que a brisa vem agitar?




sábado, 21 de maio de 2016

Casa & Prosperidade






Estou envolvida com a leitura absolutamente prazerosa do livro de Eddie Van Feu - "Wicca - A Bruxa Tá Solta." Ainda no capítulo inicial sobre a prosperidade, o que ela diz casa direitinho com aquilo que eu sempre defendi: a prosperidade é algo que vem quando a deixamos entrar, ao invés de nos trancarmos dentro de ideias antigas e erradas que enfiaram em nossas cabeças, de que a pobreza é louvável e a riqueza é ruim. 

Abrir caminho para a prosperidade entrar em nossa casa significa que antes precisamos, literalmente, desatravancar o ambiente: jogar fora todas as coisas velhas, quebradas, feias ou inúteis, que temos guardadas dentro de caixas, sob camas, nos sótãos e gavetas, garagens e armários. Enquanto estivermos cercados destas coisas horríveis e cheias de poeira, a prosperidade ficará do lado de fora. A mente das pessoas que acumulam coisas inúteis e que se recusam a partilhar com os outros aquilo que não mais necessitam (desde que estejam em bom estado) é cheia de medos: medo de perder, de empobrecer, de vir a precisar daquilo um dia. Geralmente, suas casas são sujas, mal-cuidadas e atravancadas. Cultivam a energia do medo e da perda, enquanto sonham com a prosperidade.

E eu acho - ou melhor, tenho certeza - que se elas não mudarem de pensamento e de modo de agir, viverão todas as suas vidas afundadas em dívidas, medo, pobreza e infelicidade. 

Ninguém deveria gastar mais do que ganha, ninguém deveria achar que pagar as contas daquilo que é desfrutado seja ruim! Afinal, a honestidade traz a prosperidade verdadeira, aquela que é duradoura, pois não tirou nada de ninguém, não veio através de atos que visam enganar, calotear e prejudicar quem nos prestou um serviço ou nos vendeu algo.  

Energia é uma coisa que deve estar sempre circulando, em movimento. Ela fica estagnada em casas sujas, cheias de objetos inúteis, quebrados ou feios (muitas vezes, presenteados por outras pessoas) e dos quais não gostamos. O dinheiro é uma forma de energia. Ter dinheiro para gastar com as coisas que gostamos não é algo ruim, e não significa estar explorando alguém. 

A casa, assim como a mente, deve estar limpa e bem cuidada, e com espaço para circulação. A prosperidade agradece.




When I was 20








When I was twenty,
Life wasn't better than today.
I was always insecure,
And felt so immature,
Wondering if there would ever
Be a cure.

I just wanted to please,
Be helpful and sweet,
Thinking I should never admit
I was used to being used.

Being twenty was not that good.





Sobre Prosperidade










Trechos absolutamente necessários do livro igualmente indispensável "Wicca - A Bruxa Tá Solta!" de Eddie Van Feu





"Ficar fazendo as coisas do mesmo jeito esperando que algo mude é estúpido. um hamster aprende isso depois do terceiro choque, no máximo."






"As religiões, na sua maioria, são boas. O que estraga são as pessoas. Assim que o ego entra em ação, todo mundo começa a se estapear e tentar ocupar o pódium da última palavra."







"No Brasil, um empresário (ou dono de um negócio) é constantemente visto como "explorador", enquanto seus empregados são frequentemente vistos como "pobres coitados que não tiveram oportunidade de ser algo mais." Precisamos urgentemente apagar também essa ideia do país dos coitados em que a pessoa bem-sucedida é exploradora, um empregado é um explorado e um que não tem trabalho é um coitado.Tanto da cultura cristã quanto da nossa própria cultura brasileira, herdamos esse hábito de cultuar a miséria como mártir e condenar a riqueza, como se fosse uma mácula (afinal, sem ela não existiria a miséria.)"




quinta-feira, 19 de maio de 2016

ÉPICO








Subiram as cortinas:
Começa o espetáculo!
Apupos e cuspidas,
Fazendas invadidas,
Bezerros arrancados
Das vacas indefesas
E mil tochas acesas
Homens coisificados
Em massas de manobra
De uma certa cobra.

No Champs-Élysées
Sentados às suas mesas
Debatem os artistas
Sem nem ver a dureza
De um cotidiano
Ao qual abandonaram...
-Cafés e chocolates
E a fome do outro lado!

Os ricos e os pobres,
Políticos e elites,
No tapete vermelho,
Atores e suas grifes.
Vermelhos de um lado,
Do outro, os ‘estranhos’
Que clamam por clemência
Na roda desses anos.

E ninguém se adianta
E aponta os hospitais,
Os gritos de angústia
Gemidos e os ‘ais’
De quem morre sem ter
O mínimo cuidado:
O que importa é o palco,
Interesses marcados.

E à roda de tal mesa,
A graça e a nobreza,
Vestidos muito caros,
-A fama que sonharam!
Partilham dividendos,
(E o país, morrendo)
Pedaços arrancados
Por dentes afiados.

Não querem enxergar
A morte do partido,
Os ideais, sem dó
Pra algum lugar, varridos...
Os sonhos de igualdade?
-Mentiras deslavadas
Que já apodreceram
Na beira da estrada!

A Pátria dividida;
Nas redes sociais
Dois povos, que já foram
Um só, e bem iguais...
E o Foro de São Paulo
Bebendo todo o sangue
Alimentando a gangue
De falsos ativistas:
Hienas disfarçadas
Em peles socialistas!





domingo, 15 de maio de 2016

Nós X Eles







|O título desta postagem também poderia ser Nós X Vocês, depende de quem estiver lendo.

Há algum tempo, venho acompanhando pelos jornais e pela TV - e também através do Facebook, lendo todos os sites indicados, tanto os "nossos" quanto os "deles" - os acontecimentos no país. Eu queria ter ficado neutra no início, pois entendo que não vale a pena defender este ou aquele político quando são quase todos iguais, e que após as declarações inflamadas e os interesses próprios defendidos, políticos fazem alianças uns com os outros e fica tudo bem entre eles. Eu não defendo, nem nunca defendi, nenhum político. Mas é difícil permanecer neutra em um contexto como este que vivemos.

Após ler muito, ouvir muito e tomar as minhas próprias conclusões, percebi que estou mesmo do lado do governo Temer - que não é o melhor dos melhores, não é exatamente o que queríamos, mas é o que temos; seria ele ou a ex-presidenta, que estava transformando o Brasil, com a ajuda  do PT, em Cuba na época da Guerra Fria. Ele está fazendo exatamente aquilo que eu pensava ser o certo, pelo menos por enquanto. Se lá na frente ele mudar, serei contra ele da mesma forma que fui contra a Dilma. Como diz um meme que circula nas redes sociais, "Não tenho político corrupto de estimação."

Eu me sinto culpada pela situação na qual nos encontramos, pois nunca me interessei por política. Não lia a respeito, trocava de canal durante o noticiário, votava por obrigação. Como a maioria dos brasileiros. Mas sinto que uma grande mudança está ocorrendo no meu modo de agir e pensar, e ando tentando recuperar o tempo perdido. Eu acho que isso também está acontecendo com muita gente, tanto com as que defendem a Dilma quando as que defendem o novo governo, e acho isso muito positivo: as pessoas estão aprendendo a pensar, estão descobrindo que o que elas fazem, dizem e pensam é importante sim, tem que ser ouvido sim, e que elas tem o direito de se expressarem.

Porém, alguns esquecem a educação em algum lugar lá atrás quando dizem o que pensam. Outro dia mesmo, ao ser convidada para participar de um debate no Face de um Petista - eu disse que fui convidada, não entrei de gaiata no navio - de repente entrou uma senhora maluca que eu não conheço e não faz parte da minha lista de amigos no Facebook e começou a me chamar de burra, me mandando calar a boca. Foi um tal de "KKKK, cala a boca, Ana Bailune, você é burra e já falou demais", que acabei bloqueando a ela e ao meu amigo, que nada fez para me defender e ainda me mandou manter a classe, quando quem desceu do salto foi ela. Depois ele me mandou um e-mail se desculpando e dizendo que "Não era para tanto." Como assim??? 

Há também aqueles que entram no nosso espaço sem pedir licença a fim de nos xingar. Dizem o que querem, e quando escutam o que não querem, ficam ofendidos. Pior de tudo, é que nem se dão ao trabalho de ler o que a gente escreveu: passam os olhos no texto, comentam que ele é "Lamentável" e começam a afirmar que dissemos coisas que jamais dissemos! Sentem-se indignados pelas afirmações que eles próprios fazem sobre a gente, baseados no que nem sequer tiveram o trabalho de ler e ainda reclamam da falta de respeito, do ódio gratuito nas redes sociais e do direito de se expressarem, como se só tivesse esse direito aqueles que concordam com eles.

Nunca excluí comentários de quem discorda de mim, desde que sejam feitos com respeito. Também não invado páginas alheias para xingar ninguém. Mas assim como eles, o que eu penso é o que eu penso, baseado naquilo que eu vejo, ouço e sinto. E eu sou bastante observadora quando quero. Os mesmos direitos que eles tem de expressar seus pensamentos e defender aquilo no qual acreditam, eu também tenho. 

Eu fico triste ao ver o tanto de mentiras que são propagadas pelos dois lados. Uma simples pesquisa rápida, e eu confirmo a veracidade das coisas que eu leio antes de postá-las ou partilhá-las. Seria bom se todo mundo fizesse a mesma coisa, antes de entrar de sola na cara da outra pessoa, chamando-a de burra, execrável, lamentável ou seja lá o que for. O ódio não nasce dos pensamentos diferentes, pois se todo mundo pensasse igual, o mundo não teria sequer evoluído; ele nasce da falta de respeito, da intolerância com aqueles que pensam diferente de nós.








quinta-feira, 12 de maio de 2016

Esfriou...






Finalmente, chegou aqui o tal friozinho que eu tanto esperava. E veio com chuva, o que é ótimo, pois andávamos pecisando muito dela! E com o frio e  a chuva, o estômago pede coisas bem quentinhas e apetitosas: chocolates, vinhos, queijos, massas, pães... o problema, é que tudo isso engorda... 

Mas não temam! Existem também as sopas e cremes de legumes para nos salvar de um aumento de peso astronômico! E é a respeito de uma delas que eu venho falar hoje. Recebi a receita de uma de minhas alunas, que me disse ser uma sopa emagrecedora e milagrosa, e confesso que olhei-a com um pouco de desonfiança; eis os ingredientes:

1) Uma berinjela
2) Nabo
3) Dois Maços de cebolinha
4) Uma ou duas latas de purê de tomate, ou tomates picados (usei ambos)
5) Um repolho (usei repolho roxo)
6) Uma cebola picada (dispensei, pois não gosto de cebola)
7) três cenouras
8) Duas xícaras de vagem picada
9) Um alho-poró
10) Couve, bertalha, espinafrem salsinha - se desejar.

Acrescentei um pedaço de abóbora e uma batata doce pequena, para dar mais "sustância." Usei também as folhas do aipo - coloquei muito mais aipo do que pede a receita, e adaptei as quantidades da receita para servir apenas duas pessoas, reduzindo o restante dos ingredientes à metade, mais ou menos. A sopa pode ser temperada com sal, pimenta, curry ou qualquer outro tempero a gosto. 

Para o preparo, basta picar todos os ingredientes, despejando a lata de massa de tomate e cobrir com água fria, deixando refogar por quarenta minutos.

Bem, quando ficou pronta, olhei dentro da panela (o aroma do alho poró encheu a casa toda). Pensei: "Será que vou conseguir comer isto? Parece ser forte demais." Bem, a cor era avermelhada, devido ao extrato de tomates, com um toque roxo, do repolho. Uma verdadeira sopa de bruxa. As verduras cozidas boiavam no líquido colorido e aromático, e a maioria dos legumes tinha desmanchado, a não ser o aipo e a cenoura.

Provei: Momento de glória! Não sei se essa mistura emagrece, mas que ficou bom, ficou! Muito bom, aliás. Saborosa, cheia de texturas (o aipo cozido faz um barulhinho macio quando a gente mastiga) e as folhas foram excelentes para meu intestino preso. 

A receita manda comer desta sopa o máximo que desejar, a qualquer momento do dia, pois quanto mais  comermos dela, mais emagreceremos - caso sigamos também a dieta que a acompanha, ela promete reduzir no mínimo 4,5Kg em uma semana. Se é verdade, eu não sei... mas valeu a pena cozinhá-la, pois o sabor é delicioso e diferente das sopas 'normais.' Recomendo aos vegetarianos, pois ela não leva carne.

Façam e me digam se gostaram (e se emagreceram)!




Miau Zen






Placidez




Desmond M. Tutu - Sobre o Perdão







Desmond M. Tutu – Sobre o Perdão


“Nenhum de nós quer que a história de sua vida seja a soma de todas as suas mágoas. Não fomos criados para viver na dor e no isolamento. Fomos criados para viver no amor e na conexão mutua. Quando há uma ruptura nessas conexão, devemos encontrar um modo de repará-la.”






O Perdão Não é Esquecimento.

“Alguns consideram o perdão difícil porque acreditam que perdoar significa esquecer a dor que sofreram. Posso dizer inequivocamente que perdoar não significa esquecer o mal causado. Não significa negar o mal causado. Não significa fingir que a mágoa não aconteceu ou o ferimento não foi tão sério quanto realmente foi. O ciclo do perdão só pode ser ativado e completado com absoluta verdade e honestidade.
Perdoar exige que demos vazão às  violações e mágoas que sofremos. Perdoar não exige que carreguemos nosso sofrimento em silêncio ou sejamos mártires numa cruz de mentiras. O Perdão não significa que devamos fingir que as coisas são diferentes do que são.
Fui traído, anunciamos. Estou sofrendo. Fui injustiçado. Estou envergonhado. Sinto raiva por terem feito isso comigo. Sinto-me triste e perdido. Talvez eu nunca esqueça o que você fez comigo, mas vou perdoá-lo. Vou fazer tudo ao meu alcance para não deixar que você me faça mal novamente. Não vou me vingar de você ou de mim mesmo.”





"O perdão não é uma escolha que se faz para o outro, e sim uma escolha que se faz para si mesmo."






"Você já esteve nesta encruzilhada
E nela estará outras vezes.
se parar por um momento, poderá perguntyar:
Para que lado ir?
Poderá dar as costas a sua tristeza
E participar da corrida chamada vingança,
Percorrer aquela cansada trilha uma vez
atrás da outra,
Ou admitir sua dor
E trilhar o caminho que chega a um fim:
É nessa direção que fica a liberdade, meu amigo.
Posso lhe mostrar onde moram
A esperanã e a completude,
Mas você não poderá descartar
Seu sofrimento a caminho de lá,
Para encontrar o caminho que leva à paz:
Antes, terá que se encontrar com a dor
E dar vazão a ela."





segunda-feira, 9 de maio de 2016

Padrões









Os padrões e os desenhos
Nas asas da borboleta
Nada dizem sobre o tempo
Que passou em um casulo.

As cores são pinceladas
Da natureza, ao acaso,
São apenas coleções
De padrões aleatórios.

Ela mesma não se lembra
Dos seus tempos de lagarta,
Quando se arrastava, fria,
Sobre as folhas e os caules...

E, ao olhar a sarjeta
Que às vezes, sobrevoa,
Pensa que o seu passado
Foi ser sempre borboleta.




domingo, 8 de maio de 2016

STAGNANT WATER







Sometimes, 
When you look at a puddle of stagnant water,
You will see that it reflects a perfect blue sky.

That doesn't mean you should drink from it.





Exageros

    Assisti a um vídeo na internet no qual uma drag queen montada dava palestras em uma escola para crianças que, aparentemente, t...